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Imagens de produto com IA, as regras de 2026.

Imagens de produto geradas por IA são aceitas nos principais canais — com regras de transparência que entraram em vigor neste verão europeu. Veja o que cada um pede, resumido dos textos oficiais.

Lei de IA da UE — a marcação é dever do fornecedor

O artigo 50, parágrafo 2, da Lei de IA da UE se aplica a partir de 2 de agosto de 2026. Ele obriga os fornecedores de sistemas de IA que geram conteúdo sintético de áudio, imagem, vídeo ou texto a garantir que os resultados sejam marcados em formato legível por máquina e detectáveis como gerados ou manipulados artificialmente.

A obrigação é do fornecedor do sistema de IA — a ferramenta que gera a imagem. O vendedor que usa essa ferramenta deve manter essa marcação intacta.

Google Merchant Center — metadados IPTC, mantidos no arquivo

O Google exige que todas as imagens criadas com IA generativa contenham metadados indicando que foram geradas por IA, usando a tag IPTC DigitalSourceType — por exemplo, TrainedAlgorithmicMedia ou CompositeSynthetic.

O Google também pede aos vendedores que não removam metadados incorporados, como a propriedade IPTC DigitalSourceType. Imagens geradas por IA são aceitas em image_link, additional_image_link e lifestyle_image_link.

Amazon — uma palavra-chave para pessoas geradas por IA

Em 23 de julho de 2026, a Amazon pediu aos vendedores que marcassem imagens e vídeos com pessoas fotorrealistas geradas por IA com a palavra-chave contains-synthetic-performer nos metadados incorporados do arquivo, adicionada com um editor compatível com IPTC. Pessoas reais, inclusive fotos de pessoas reais editadas com IA, ficam de fora.

O motivo é a seção 396-b da New York General Business Law, em vigor desde 9 de junho de 2026, que exige a divulgação de pessoas fotorrealistas geradas por IA em publicidade e prevê multas civis de US$ 1.000 na primeira infração e de US$ 5.000 nas seguintes.

Zalando — marcação invisível, sem rótulos visíveis

A Zalando não permite rótulos visíveis nas imagens e recomenda fortemente a marcação invisível de todo conteúdo gerado por IA até dezembro de 2026.

Suas diretrizes também listam distorções inaceitáveis: uma representação imprecisa do produto, cenários pouco plausíveis e uma aparência inconsistente do modelo.

Checklist

  • Mantenha os metadados: salvar de novo uma imagem em um editor ou redimensionador pode remover o marcador de IA que o Google pede para não retirar.
  • Na Amazon, imagens com pessoas fotorrealistas geradas por IA precisam da palavra-chave contains-synthetic-performer nos metadados.
  • Na Zalando, use marcação invisível e nenhum rótulo visível na imagem.
  • Em todos: o produto da imagem precisa ser o mesmo produto enviado.

Fontes

Verificado em 24 de setembro de 2026. As regras mudam; a referência final são as páginas oficiais.

Perguntas

Em resumo.

Imagens de produto geradas por IA são permitidas?

Sim, no Google Merchant Center, na Amazon e na Zalando — com as regras de transparência acima. O produto mostrado ainda precisa ser o mesmo produto vendido.

Preciso de um rótulo “IA” visível na imagem?

Não nesses canais: Google e Amazon se baseiam em metadados incorporados, e a Zalando não permite rótulos visíveis nas imagens.

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