Os artefatos surgem porque o modelo desenha uma imagem provável em vez de registrar uma real. Os mais comuns em imagens de moda são mãos com dedos a mais ou grudados, letras de etiquetas e estampas que viram caracteres parecidos, logotipos que mudam de forma, botões e ilhoses em número errado, alças ou correntes que se fundem com a pele ou o tecido, brincos que não formam par e estampas que se quebram nas costuras. Nos cenários, as sombras caem para o lado errado e os reflexos mostram objetos que não estão lá.
Alguns artefatos são estéticos; outros mudam o produto. Uma mão mal desenhada deixa a imagem com cara de barata, enquanto uma estampa alterada, um bolso que falta ou um fecho diferente mostram ao comprador um artigo que não existe. Vários marketplaces citam essas distorções como motivo para recusar imagens de IA, e os compradores que percebem uma tendem a desconfiar do resto da galeria.
A maioria dos artefatos é invisível em uma miniatura e evidente em tamanho real. Uma conferência prática abre cada imagem em tamanho real e a compara com o produto real, parte por parte: letras e logotipos, fechos, a contagem de elementos repetidos, as bordas onde o produto encontra a pele ou o fundo, mãos e rostos, e a continuidade de uma estampa pelas costuras. Um artefato pequeno muitas vezes pode ser consertado gerando de novo só aquela área; uma imagem em que o próprio produto está errado é substituída, não consertada.
